Fotógrafo registra sonho de sua mulher
Viajante como o pai e também fotógrafo Rômulo Fialdini, com quem trabalhou por dois anos, o paulista Valentino Fialdini (*) tem 32 anos, e já rodou bastante o mundo a trabalho: produziu fotos para os livros das Embaixadas do Brasil em Washington, Lisboa e Paris, por exemplo. Mas foi para ceder ao desejo de sua mulher, Doris Sochaczewski, que se aventurou na Indochina.
A chegada foi por Hanói. E de lá vieram descendo até Saigon, passando por cidades como Hue, Dalat, Nha Trang, Hoi An (antiga capital)... navegando pelo rio Mekong, onde Marlon Brando ficou escondido no filme Apocalipse Now. Estava frio em Hanói, e quente em Saigon, no Vietnã, e “passamos um calor infernal no Camboja”, diz Doris ao lado do marido. De Saigon voaram para Siem Reap, onde fica o célebre templo Angkor Wat (“majestoso e muito quente!”).
Enquanto ele tomava cerveja nas piscinas dos hotéis maravilhosos, ela andava de bicicleta, entrava nos “muquifos,” se misturava com o povo e conhecia gente, especialmente vietnamitas (“mulheres delicadas e lindas”). Os dois acharam todos muito simpáticos: “O Vietnã é muito rural, mas está se desenvolvendo muito pela indústria, que descobriu lá mão-de-obra barata. E os cambojanos lhes pareceram extremamente felizes depois que passaram pelo regime do Kmer Vermelho: “ficamos espantados com o bom humor e a falta de ressentimento das pessoas”, dizem em coro.
Comeram os dumplings no meio da rua em plena crise aviária, acharam a comida deliciosa, lembrando a chinesa - rica em peixes, massas orientais, rolinhos, além das frutas deliciosas, como o mangostim. Do Vietnã trouxeram coisas lindas: a coleção de chapéus de Doris, porcelanas, bolsas artesanais da região de Sapa, região montanhosa, e cestaria. No Camboja visitaram uma escola profissionalizante onde o povo continua a fazer esculturas como seus ancestrais, e trabalhos em seda.
“A idéia da viagem foi culpa minha; tinha muita curiosidade de conhecer a região, de entender o que seria a Indochina, e sobretudo desvendar o que vi no filme Indochine, com Catherine Deneuve”, diz Doris. Que certamente voltaria ao Camboja com Valentino, porque amaram: é um lugar que todos têm que ir, pois o legado que eles deixaram lá é um patrimônio para a humanidade”.
(*) Desde 1997 Valentino colabora com as revistas Casa Vogue, Vogue, Homem Vogue, Casa Claudia, Viver Bem, Pen Magazine (Japão), entre outras; e participou de exposições coletivas, além de fazer individuais, como Celebridades, na Galeria Paul Mitchell, em 2004. Seu trabalho pessoal está baseado na interpretação da luz e do espaço.