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A trajetória de Ricardo Hachyia

por Sergio Zobaran

13.08.2008

O premiado Banco Bêbado
O premiado Banco Bêbado

Formado em Arquitetura pela UFRJ em 1982, o carioca Ricardo Hachyia cursou também a Escola de Artes Visuais do Parque Laje, e durante toda a carreira sempre esteve envolvido em diferentes escritórios de sua área. No momento, o ganhador do terceiro lugar no 2o Concurso Artefacto de Design, com seu Banco Bêbado, tem um escritório e uma loja de móveis em sociedade com sua mulher, Luiza Fernandes, que também é arquiteta.

Desde o segundo ano de faculdade, Hachyia começou a estagiar e, quando se formou, montou seu primeiro escritório, em parceria com o amigo Sérgio Machado, em Ipanema. Depois teve outros escritórios com outras parcerias, e nos últimos oito anos se instalou no shopping center Downtown, na Barra da Tijuca, com seu escritório e uma loja de móveis, a Palapa.
Três ou quatro anos depois de formado, uniu-se a dois arquitetos, João Pedro Bailly e Luis Eduardo Almeida, que tinham saído juntos do tradicional grupo Cantão (cadeia de lojas de moda). “Em função disso, fizemos diversos projetos de lojas e outros na área comercial, e dessa sociedade veio a idéia de montar uma loja própria para a venda de produtos importados, na época da reabertura dos portos no Brasil”: a famosa Via Aérea, sucesso por anos na rua mais badalada do Leblon, a Dias Ferreira.

“Projetando lojas e interiores de uma maneira geral, você sempre está desenhando algum mobiliário, e se atualizando nessa área, participando assim, de alguma forma, do que está acontecendo no meio do design. E aí aparece esta outra paixão...”, diz Ricardo. “Me inspira sempre um desenho limpo, claro e com uso de materiais naturais. Assim como em Mecanoo, arquiteto modernista holandês, por suas misturas, Tadao Ando pelo desenho minimalista, Niemeyer com suas curvas e leveza, Olavo Redig, Cláudio Bernardes e Isay Weinfeld”.

No design, gosta muito do trabalho de Carlos Motta, dos Irmãos Campana, e de Carlos Alcantarino. E não vê como separar sua arquitetura de seu design: “Não tenho como desvincular uma coisa da outra: para mim, esta soma é uma forma de pensar e resolver questões”.

Apaixonado pelo que faz, e dizendo-se emocionado tanto pela arquitetura quanto pelo desenho de peças, Ricardo Hachyia considera que “o nível de discussão em um concurso (como o da Artefacto) é muito estimulante, e sempre bem alto. Ele atualiza e recicla, você vê coisas novas e percebe novas tendências”.

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