Sobre pedra, da capela à balada:


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A arquitetura de Jayme Bernardo

Ainda em 2008 inaugura em São Paulo a filial brasileira do night club e piano-bar novaiorquino Pink Elephant, com projeto do curitibano Jayme Bernardo. Um sonho do arquiteto? É, assim como a capela que está construindo no Hospital Erasto Gaertner, aqui na capital (leia o memorial descritivo de autoria de Jayme - um texto que virou poesia).
Pedra sobre pedra - como ele tanto ama -, e sempre utilizando suas texturas que tanto aprecia, Jayme - que é formado pela Universidade Federal do Paraná - vai criando suas obras e desenvolvendo a carreira de sucesso em diversos estados do país, por onde seu nome circula com facilidade, fruto da fama que fez na sua cidade e no seu estado.
Aos 50, ele trabalha há cinco anos no amplo escritório todo branco, com arquitetura clean, instalado nesta cobertura ajardinada no Batel, com muita luz natural, e cercado por 20 colaboradores.
De suas viagens a Nova York e Milão, e também da moda, vem sua inspiração. E de NY também vêm as instruções precisas que ele transforma em realidade nacional em 1mil m2 na Av. Cidade Jardim, esquina com Av. Faria Lima, no Itaim, onde o Pink Elephant nacional vai funcionar, ocupando dois andares do famoso edifício Dacon, ícone envidraçado da arquitetura paulista dos anos 1970. A nova casa é composta de 600m2 de boate em seu andar de baixo, e do piano bar no mezanino: uma proposta sofisticada e cool.
Enquanto descreve os projetos de duas torres residenciais e um hotel que inauguram no começo de 2010, ele confessa que prefere as linhas modernas. Mas afirma, sem medo de pecar, que sabe bem fazer o clássico, quando assim lhe é solicitado, como no Edifício Jardim Europa, em Curitiba - com seus apartamentos de 900m2, e lobby com pé direito de 10m.
Em Porto Alegre orgulha-se do seu desenho para o Hotel Deville e, ainda em São Paulo, do Hotel Marriott junto ao aeroporto internacional de Guarulhos, que também leva sua assinatura. Dizendo-se eclético, Jayme Bernardo vem fazendo muitas casas para jovens, onde sente que as áreas de lazer ganham cada vez mais espaço: “usa-se mais a casa, da reunião dos amigos no home theater ou em volta da lareira, à gourmeteria; não existe mais aquela sala em que ninguém entrava”.
E ele é fã das grandes dimensões, que o ajudam a criar belos ambientes.
Como os das diversas mostras de decoração de que participa. Como na da Artefacto de Curitiba, onde se pode conferir mais uma vez seu talento nesta edição.
Como construir uma capela
Entre as altas árvores, sem cortar ou magoá-las. Entre o barulho dos homens, a dor das suas angústias e desarmonias. Esta capela deve brotar da terra para nos mostrar que é de lá que viemos e para lá voltaremos. Deve nos aquecer trazendo o conforto de um lar amigo. Deve nos abraçar como uma mãe que envolve, protege e acalanta. Deve ter elementos de pedra para nos mostrar a necessidade de sermos fortes e resistentes nas nossas horas de infortúnio. Deve ser banhada por uma luz difusa, aconchegante que nos acalma e ajuda a elevar nossos pensamentos ao Criador. Deve ser quase um refúgio onde depositaremos esperança, mesmo que às vezes seja a mais tênue possível. Deve ter um pouco de água, um filete que seja, para nos lembrar do nascimento, do batismo da ressurreição e da VIDA





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